Banheiro na história - Idade Média
A Idade Média, muito apropriadamente chamada de Idade das Trevas, protagoniza o total sepultamento dos hábitos de higiene. A Igreja, poder político e cultural absoluto, abominava os banhos tratando-os como “Orgias Pecaminosas”.
Tem início então um período de imundície com conseqüências desastrosas para a Europa. Segundo os sanitaristas, as constantes epidemias que assolaram o Velho Mundo durante a Idade Média foram provenientes da total ausência de higiene por parte da população. As necessidades fisiológicas eram “despejadas” pelas janelas.
Na França, para avisar os transeuntes sobre a “descarga” dos detritos, convencionava-se falar “Gardez L’eau” [lá vai água]. Acredita-se que dessa expressão tenha se originado a expressão Loo, que significa banheiro na Inglaterra.
Nos castelos as latrinas consistiam de quartos com um buraco e um assento de madeira. Esses “banheiros” eram escuros, pois, acreditava-se que no claro as moscas e demais insetos se aproximavam e transmitiam doenças. Nos castelos ingleses essa salinha podia ter sob o assento de madeira um barril denominado Privie. Para esvaziar essas latrinas havia o esvaziador.
Os mais privilegiados senhores possuíam um artefato móvel onde defecavam. Este artefato é conhecido por nós como penico.
Os banhos eram escassos, quase inexistentes. Em famílias pobres, quando eles aconteciam, a água servia para banhar a família inteira em uma tina. Primeiro os homens, depois os filhos e por último as mulheres.

Piscina com pessoas tomando banho, ilustração européia. In Johannes Stumpf, Schweizer Chronik, 1586. Apud Duby, George e Ariès, Philippe (org.) História da Vida Privada, volume 2. São Paulo, Companhia das Letras, 1990.

Plano do Mosteiro de Sankt Gallen, desenhado por Heito para o abade de Sankt Gallen, cerca de 1600. In Exposição Carlos Magno Aix - La-Chapelle, 1965, pp. 400/1. Apud Duby, George e Ariès, Philippe (org.) História da Vida Privada, volume 1. São Paulo, Companhia das Letras, 1989.

Cuba com pessoas tomando banho, ilustração européia. In Johannes Stumpf, Schweizer Chronik, 1586. Apud Duby, George e Ariès, Philippe (org.) História da Vida Privada, volume 2. São Paulo, Companhia das Letras, 1990








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